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“Rapaz tô gostando tanto do seu livro. E esse narrador é tão massa. Esse humor dele... quando ele diz: ‘Não, não... é tal coisa’ e fica se corrigindo. Ele tentando dizer sobre si, essa coisa ‘de psicos e de picos’, eu leio e rio e rio. Claro, que eu sei... eu imagino que haja algo terrível por trás, acredito que tenha acontecido algo terrível, mas há um humor, saca? Isto aqui: ‘Liguei e apenas disse assim: ‘Rosina, tá em casa?’ Não, primeiro eu disse ‘Rosina, tudo bem com você?’ Depois é que eu disse ‘tá em casa?’ Essas coisas dele são maravilhosas. A linguagem que você criou para isso, ‘Facas!’ As mugangas desse narrador. Parabéns, Ana, fico muito contente. Estou amando ler.”
- Nilton Resende
Escritor, contista, poeta, diretor, dramaturgo, roteirista, ator; diretor do premiado ‘A Barca’, baseado no conto homônimo de Lygia Fagundes Telles (de quem Nilton teve a honra de ser pupilo). Mestre e Doutor, Professor Adjunto de Literatura da UNEAL.
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“Mário e Rosina são muito reais e envolventes. Molhei algumas páginas, chorei mesmo. A identificação bateu forte em certas situações. Um amor complicado, conturbado, aquele fluxo de pensamento dos dois — às vezes, o da Rosina também entra em cheque, com as cartas. Confusão mental, todo mundo embaralhado. Foi praticamente uma sessão de análise. Gostei muito!”
- Afonso Vasconcelos
Blog Alagoas Boreal
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“A criação de neologismos usados pela personagem Mário, por exemplo, levanta uma questão muito interessante. Os neologismos misturam-se com um tipo muito próprio de corruptelas de palavras pouco conhecidas ou não compreendidas pelo narrador protagonista, que resolve suas dúvidas criando esses novos termos. E o uso de palavras do campo semântico da oficina e da profissão de mecânico – graxa, resina, marcas de carro e muitas outras – para fazer suas metáforas, para falar de seus sentimentos, faz da fala de Mário algo absolutamente imprevisível para o leitor.”
- Maria Heloisa M. de Moraes
Doutora, professora de literatura
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“Um livro despretensioso e FORTE.”
- Tribuna Independente
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“Semana passada tinha acabado de ler Mário e Rosina! Tô encantada com essa obra, Karina! Tão criativa, gostosa de ler! Sua escrita é linda, linda! É diferente, é apaixonante. Fazia tempo que eu não me prendia num livro assim, de história, de novela, desse jeito.”
- Lays Neves
Doutoranda na área de Estudos Literários Hispânicos na UFRJ
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“Finalmente, concluí a leitura de ‘Mário (& Rosina)’ e nem preciso dizer como você manda bem à beça. Eu amei e consegui identificar elementos e personagens de outros livros que eu curti muito! Mário só pode ser irmão do Henry Chinaski (‘Mulheres’, de Bukowski)! Eu adoro o jeitão tosco e sujo dele ser, bem como é o Mário. Até as palavras, os jargões, os palavrões, o vocabulário ‘toscão’ que eles têm! São alma gêmeas! E esse formato de narrativa, achei super a cara do Henry, e também do papagaio-narrador em ‘A décima segunda noite’, do Veríssimo. Você tem uma coisa sua, que nem sempre agrada o ‘padrão’. Amei a dedicatória ‘aos homens’, e o leve toque de ironia nisso. Achei a relevância da temática muito interessante e importante para refletir as relações e visões de mundo sobre as próprias relações. Eu, inclusive, que já fui ‘Rosina’, tenho amigas ‘Rosina’ a quem vou sugerir a leitura.”
- Mariana Moura
Escritora, psicanalista
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“A gente se pega rindo, falando alto, torcendo. A gente vira cúmplice, a gente chora junto, em silêncio. E os dois seguem com a gente depois que o livro fecha. E eles ficam morando aqui dentro, porque somos um pouco como eles. Um pouco, não. Somos bem como eles, sim! Por isso que este par é ímpar: no fim de tudo, a gente vira um trio.”
- Ana Gal
Cantora, compositora
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“Triste desfecho para Mário. Rosina de uma só tacada ‘descobre-se’ mulher de vontade e decisão e, em suas múltiplas justificativas, encerra maravilhosamente a história. Quer ser e não pede licença, quer ser levada a sério. Excelente!”
- Izabel Brandão
Doutora, professora de literatura
Este é um Livro Cartonero, movimento latino-americano de escritorxs e editoras independentes que recicla papelão para produzir livros num modelo matrístico: sustentável e artesanal. Foi iniciado por catadoras de lixo na Argentina. A autora escolheu, coletou, desmembrou e cortou caixas que viraram capas de papelão reciclado, ilustradas manualmente, assim como o foram os originais das delicadas geometrias que adornam certas páginas. Os livros são costurados um a um: cada, um original. Cartoneras “disrupcionam” a ordem de publicação e resgatam a autonomia da escritora. Foi esse movimento que permitiu a escritora a iniciar sua autopublicação
Da criação literária — minha real e maior paixão — à ilustração, à produção artesanal, à publicação — tudo foi forjado por uma mulher-autora-publicadeira-artesã em sua casa-atelier-templo. Boa leitura!
"Toda vez que a Rosina se agachava, eu esperava. É agora, eu pensava. Se houvesse um espelho, tenho certeza, absoluta, que eu me veria vestindo a coroa do rei que eu estava a ponto de me tornar. O Reinado da Era da Águas do Chuveiro. E seja lá o que acontecesse, não haveria decepção — a não ser quando ela inventava de lavar o cabelo e eu não tinha paciência de esperar e saía do box. Vê se pode isso, ir lavar o cabelo nunca hora dessas! Às vezes, eu acho as mulheres muito insensíveis. Imaturas. Bem, teve uma vez, um dia, em que eu estava um lixo de cansado, lá vem a Rosina. Esfregão. Primeiro, começou com umas perguntinhas bobas. E eu lá, me fazendo de tonto. Bla-bla-blá no meu ouvido. “E aqui, Mário?” E isso, e aquilo, aqui dói? Não sei o que tanto ela precisava saber. Aí, num supetão, já foi enfiando a mão onde não devia. Êpaa! Dei um pulo, quase me espatifei no chão."
- trecho de "Mário (& Rosina)"